#1 Cápsula do tempo: revisitando as versões do meu portfólio
Uma viagem pelas versões do meu portfólio ao longo dos anos: o que mudou, o que aprendi e como a IA tornou o processo de criar muito mais rápido.
Confesso que fiquei devendo esse texto pra mim mesmo há um tempo. Outro dia li o post "Welcome to my new personal website", do Alfonso Bries, e pensei: "eu preciso escrever a história do meu próprio site". Fica aqui, então, a versão longa — e sincera — de como cheguei até essa versão do meu portfólio.
Por que uma cápsula do tempo?
Toda vez que refaço meu portfólio eu apago o anterior sem dó. Print, código, decisões de design — tudo vai pro limbo assim que a versão nova fica pronta. Só que, revendo prints antigos essa semana, percebi que cada versão contava uma história diferente sobre o que eu sabia fazer (ou tentava aprender) naquele momento.
Decidi então tratar este post como uma cápsula do tempo: uma revisão, em ordem cronológica, de cada versão do meu portfólio — o que ela tinha de bom, o que hoje me faz rir e o que aprendi entre uma e outra.
As versões
Versão 1 — 2020

Meu primeiro site era, sem dó nem piedade, um currículo em HTML puro: fonte serifada, divisórias simples e nenhuma linha de CSS além do básico. Tinha foto de perfil e uma seção "Formação" listando o Ensino Médio no SENAI SUL, o curso de Informática para Internet (também no SENAI) e um curso de Java na Udemy. As "Habilidades" eram avaliadas em estrelinhas — Inglês, HTML, CSS, JavaScript, Java e PHP — e duas seções, "Meus Hobbies" e "Redes Sociais", ficaram para sempre em branco. Não tinha framework, não tinha responsividade, mas tinha a única coisa que importava naquele momento: vontade de aprender.
Versão 2 — 2024

Depois de formado, veio a fase "portfólio de desenvolvedor sério": tema escuro, faixa verde no topo com "Graduated Software Engineer" e a piada interna "+9999 monthly commits 🤙". Essa versão já tinha abas (About Me / Projects / Contact) e uma seção de experiência de verdade: Full Stack Developer na BMP TEC (fintech parceira do BMP Money Plus, um banco digital de São Paulo) de dezembro de 2020 a fevereiro de 2024, e Software Developer na WTTI, minha primeira experiência profissional, de julho a novembro de 2020. Uma confissão honesta: a seção "About Me" ficou com texto lorem ipsum até o dia em que tirei essa versão do ar. Nunca sobrou tempo pra escrever sobre mim mesmo.
Versão 3 — 2025

Essa foi a versão em que resolvi parar de fazer "só mais um portfólio" e tentar contar uma história. Um cenário todo ilustrado — montanha, fogueira, alguém com notebook embaixo de um céu estrelado e da lua cheia — servia de fundo para um painel em glassmorphism com três seções: Bio, Journey e Labs. A parte "Journey" era uma linha do tempo filtrável por Educação/Profissional/Ambos, começando literalmente no dia em que nasci (7 de janeiro de 2002) e passando pelo certificado de desenvolvimento web no SENAI (2018), o suporte técnico na Icatto Informática (2020) e por aí em diante. Foi a versão mais bonita que já fiz — e também a mais trabalhosa.
Esta versão — 2026

E chegamos à atual: o "MATHEUS_OS", com estética retrô/cyberpunk em pixel art, sidebar com Biografia, Jornada, Laboratório e — pela primeira vez — um Blog de verdade (este que você está lendo agora). Desta vez fui além do site em si: construí o Core, uma mini-PaaS própria que clona, builda, containeriza e sobe cada um dos meus projetos numa VPS que eu mesmo administro, com Traefik cuidando do proxy reverso e dos certificados. O próprio CMS deste blog eu escrevi em Next.js 15, com um backend em ASP.NET Core que também é meu.
Por que esse caminho, em vez de uma plataforma pronta:
- Controle total sobre a infraestrutura, sem depender de serviços fechados de terceiros.
- Aprender na prática — cada camada (proxy, containers, deploy, auth) eu escrevi e testei com as próprias mãos.
- Reaproveitar a mesma plataforma para hospedar outros projetos meus, não só o portfólio.
A era da IA mudou o jogo
Se tem uma coisa que separa essa versão das anteriores é a velocidade. Com o avanço das IAs generativas, o ritmo de criação ficou muito mais alto — o que antes levava semanas de tentativa e erro hoje cabe numa tarde.
Vale destacar duas ferramentas que usei bastante nesse processo: o Claude, para arquitetura, código e revisão do próprio texto que você está lendo agora, e o GPT 6.0 Astra, para geração de imagens. Os dois se mostraram extremamente eficientes — não só pela qualidade do resultado, mas por quanto tempo economizaram numa etapa que sempre foi meu gargalo criativo.
Performance
E agora?
Não sei quantas versões desse portfólio ainda vou construir — só sei que, da próxima vez que eu decidir jogar tudo fora e recomeçar, vou lembrar de guardar os prints antes.
Se você chegou até aqui, valeu por acompanhar essa arqueologia digital. Comentários, sugestões e memórias de versões antigas do meu site (se você lembrar de alguma) são muito bem-vindos.